Considerado pelo jornal Público como sendo "sem dúvida, um dos melhores violinistas portugueses da actualidade" e pelo semanário Expresso como sendo "hoje um dos violinistas portugueses com maior visibilidade", Bruno Monteiro é reconhecido internacionalmente como um destacado violinista da sua geração. A Fanfare Magazine descreve -o como tendo um “som de ouro polido” e a Strad refere que "o seu generoso vibrato produz cores radiantes”. MusicWeb International afirma que as suas interpretações têm uma "vitalidade e uma imaginação que estão inequivocamente voltadas para o futuro" e que atingem um “equilíbrio quase perfeito entre o expressivo e o intelectual”. Por sua vez, a Gramophone elogia a sua “segurança e eloquência infalíveis” e a Strings Magazine conclui que é "merecedor de uma porção muito maior da ribalta no palco mundial".

Interpretando um repertório que se estende desde Bach a Coriglino, incluindo os principais compositores portugueses, Bruno Monteiro lidera uma intensa actividade concertística, apresentando-se em recital, como solista com orquestra e em música de câmara nos mais destacados circuitos nacionais de concerto, como por exemplo, os Festivais Internacionais de Música da Foz do Cávado, Paços de Brandão, Santa Maria da Feira, Óbidos, Guarda, Viseu, Coimbra, Gaia, Évora, Póvoa de Varzim, Dias da Música, Estoril e Sintra, Museu D. Diogo de Sousa, Auditório Fernando Lopes-Graça, Palácio dos Anjos, Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, Biblioteca Joanina, Auditório do Banco de Portugal, Teatro Municipal de Vila Real, Teatro Académico Gil Vicente, Auditório do Conservatório de Musica de Coimbra, Teatro Municipal de Lagos, Teatro Aveirense, Teatro José Lúcio da Silva, Theatro Circo, Teatro Sá da Bandeira, Teatro Municipal Joaquim Benite, Museu da Música Portuguesa, Teatro Constantino Nery, Palácio Nacional de Sintra, Palácio da Bolsa, Teatro Lethes, Convento de São Francisco em Coimbra, Fórum Luísa Todi, Temporada de Música do Palácio da Pena, Europarque, Ateneu Comercial do Porto, Fundação Eng. António de Almeida, Rivoli Teatro Municipal, Grande Auditório da Universidade de Lisboa, São Luiz Teatro Municipal (onde se estreou publicamente como solista aos 13 anos de idade), Centro Cultural de Belém, Teatro Nacional de São Carlos e Temporada de Música da Fundação Gulbenkian.

No estrangeiro, actuou em Espanha, França, Itália, Holanda, Alemanha, Reino Unido, Áustria, Roménia, Bulgária, Ucrânia, Israel, Dinamarca, Filipinas, Malásia, Coreia do Sul e EUA. Nestes países, tocou em prestigiados palcos como o Palácio de Cibeles de Madrid, a Musikverein de Viena, o Centro Cultural de Bucareste, o Bulgária Hall em Sófia, a Filarmonia de Kiev, o Felicja Blumental International Music Festival em Telavive, o Kennedy Center e a Embassy Series de Washington e Carnegie Hall de Nova Iorque, entre outros.

No domínio do recital, apresenta-se desde 2002 com João Paulo Santos.

Tocou como solista com numerosas orquestras, das quais se destacam a Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Norte, Orquestra Sinfónica de Palma de Maiorca, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra Sinfónica Portuguesa e a English Chamber Orchestra.

Gravou por diversas vezes para a Televisão (RTP 1, RTP 2, SIC e TVI) e para a Rádio (Antena 2, Rádio Europa e Rádio Nostalgia).

Um notável intérprete de gravação, a discografia de Bruno Monteiro está disponível nas etiquetas Numérica-Multimédia, Movieplay Classics (Orfeu), Centaur Records, Companhia Nacional de Música (CNM), Naxos e Brilliant Classics.

Para a chancela Numérica-Multimédia gravou os álbuns DEBUT, contendo a Sonata de Franck e a 3ª Sonata de Grieg ("a atenção ao pormenor, o fraseado certo e o cuidado na expressão. Tudo é claro, sincero e veemente" – Jornal de Letras)20th CENTURY EXPRESSIONS, com a Sonata de Szymanowski, a 1ª Sonata de Bloch e a Suíte Much Ado About Nothing de Korngold ("no Szymanowski (…) inegável intensidade que percorre a sua leitura. (...) no Bloch, certamente o zénite deste CD: numa obra mentalmente (e fisicamente, por certo...) esgotante, Bruno Monteiro arranca uma interpretação notável, sempre sobre o fio da navalha, mas recebendo a recompensa. Por fim, o Korngold tem de Monteiro uma leitura tecnicamente impecável e dotada de um cabal sentido de carácter a imprimir a cada peça." – Diário de Notícias)IN RECITAL, com o Scherzo de Brahms, a 1ª Sonata de Fauré, a Sonata de Respighi e Zigeunerweisen de Sarasate ("a sonoridade brilhante, um discurso musical sempre sustentado com veemência e sentido das tensões, efusões de lirismo nas secções em "cantabile" e um domínio técnico que lhe permite ultrapassar com agilidade as dificuldades da escrita virtuosística" – Público) e SOLO, com a Partita n.2 de Bach, a Sonata de Prokofieff, o Recitativo und Scherzo-Caprice de Kreisler e a Sonata Obsession de Ysaÿe ("lirismo, vigor rítmico, agilidade técnica e um forte envolvimento emocional" – Público).

Para a Movieplay Classics (Orfeu) gravou as raramente ouvidas Sonatas de Óscar da Silva e Armando José Fernandes ("Excelência interpretativa" - Jornal de Notícias).

A Centaur Records publicou a sua interpretação das 2 Sonatas de Robert Schumann e os 3 Romances de Clara Schumann ("Um disco vencedor "  -Classical.net) e o Concerto para Violino, Piano e Quarteto de Cordas e o Poème de Chausson ("interpretação tremendamente convincente, magistralmente executada, com uma Siciliene sensível e despretensiosa precedendo um Grave lento de dignidade serena" – The Strad).

Em 2013 foram editadas pela Companhia Nacional de Música (CNM) as Sonatas de Saint-Saëns e Strauss (“interpretação cheia de nervo e ousadia e que tende a arrebatar os seus ouvintes” - Gramophone).

Recentes CD´s incluem a integral da obra para Violino e Piano e Violino Solo de Fernando Lopes-Graça (Naxos), que atingiu o top de vendas em Portugal e foi elogiado pelas mais importantes revistas e jornais da especialidade em todo mundo.

Igualmente elogiado foi o seu disco de estreia para a Brilliant Classics com integral da obra para Violino e Piano de Karol Szymanowski (2015). A BBC Music Magazine comentou que "os virtuosos portugueses Monteiro e Santos, captados em som opulento, lançam-se numa luta virtuosa quando apropriado, dirigindo com clareza o ás vezes sinuoso discurso da música com um leme firme". O Examiner referiu que "a forma de tocar de Monteiro nesta nova gravação é particularmente eficaz em escalar o ambiente do Opus 30 (Mitos) que vai para além do plano dos meros mortais”. Finalmente a Musical Opinion declara que esta gravação é “uma das mais significativas que foram lançadas nos últimos anos no que diz respeito à música deste maravilhoso compositor disponibilizado agora em CD”. Para além de ter sido selecionado como a Escolha do Editor e um dos Top 10 CD´s a nível mundial pela Revista Ritmo, este álbum foi considerado o CD da Semana (Março de 2018) na Revista Forbes (EUA).

O seu CD com a integral da obra para Violino e Piano de Erwin Schulhoff, lançado internacionalmente em 2016 também pela Brilliant Classics, foi amplamente elogiado pela crítica especializada, não só em Portugal, mas também em Inglaterra, França, Espanha, Aústria, Estados Unidos da América, Canadá e Brasil. Em Madrid foi eleito como a Escolha do Editor e um dos Top 10 CD´s a nível mundial pela Revista Ritmo. Nos EUA atingiu no Classical Candor a lista das Gravações Favoritas 2016 entre dezenas de outros álbums. Em São Paulo, foi selecionado como o CD da Semana na Rádio Cultura desta cidade e transmitido para todo o País.

Em Abril deste ano, foi editado o seu 12º CD, novamente pela chancela Brilliant e com o apoio da DG Artes, álbum este dedicado à Sonata para Violino e Piano e o Trio para Piano, Violino e Violoncelo de Guillaume Lekeu.

Todos os seus álbuns se encontram disponíveis nos principais mercados da Europa, EUA, Extremo Oriente, Austrália e Nova Zelândia.

É o primeiro violinista português a registrar em CD muitas destas obras.

É ainda professor de violino na Academia de Música de Santa Maria da Feira.

Bruno Monteiro iniciou o estudo do violino em Portugal com Carlos Fontes, em cuja classe concluiu os seus estudos no nosso País com 20 valores e paralelamente foi orientado por Gerardo Ribeiro (que o considerou “o mais merecedor jovem violinista”) e com quem trabalhou particularmente nos EUA, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento.

Com a recomendação deste último violinista e como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e do Centro Nacional de Cultura, prosseguiu os seus estudos na Manhattan School of Music de Nova Iorque, instituição onde foi discípulo de Patinka Kopec (professora associada a Pinchas Zukerman), Isidore Cohen (ex-violinista do Beaux Arts Trio e do Juilliard String Quartet) e de membros do American String Quartet, licenciando-se com 19 valores em 2001.

Patinka Kopec apresentou-o seguidamente ao célebre violinista israelita Shmuel Ashkenasi (ex-lider do Vermeer Quartet), com quem se aperfeiçoou posteriormente na Roosevelt University, como bolseiro do Ministério da Cultura e da Fundação para a Ciência e Tecnologia - Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, obtendo em 2004 o grau de Mestre com a classificação máxima e honras académicas.

Na Europa e nos EUA recebeu ainda ensinamentos em cursos internacionais de técnica violinística e interpretação musical, que frequentou sempre como executante, de artistas como Linda Cerone, Victor Danchenko, membros do Berlin Philharmonie Quartet, Menahem Pressler e Yehudi Menuhin.

Ganhou vários concursos nacionais de violino e foi um dos vencedores com a Menção Especial do Júri do Ibla Grand Prize International Music Competition em Itália. Foi-lhe atribuído em 2013 o Prémio Notável pelo Colégio de Lamas.

 

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